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Dra. Andréa Strauch e a mudança na cirurgia facial que deixou para trás o efeito “rosto operado”

Com mais de duas décadas de atuação na cirurgia plástica, Dra. Andréa Strauch construiu uma prática centrada em refinamento técnico, planejamento cirúrgico e leitura individual de cada paciente. Ao longo dos anos, acompanhou mudanças relevantes na forma de tratar o envelhecimento facial, hoje menos associado a trações visíveis e mais orientado ao reposicionamento estrutural e à preservação da identidade facial. “Hoje, trabalhamos em planos mais profundos, reposicionando as estruturas internas e retirando apenas o excesso de pele, sem tensão”, afirma.

Na Clínica Possibilitá, onde atua em conjunto com uma equipe multidisciplinar, a cirurgiã organiza sua rotina com foco no rejuvenescimento facial, área que exige atualização contínua e domínio de técnicas combinadas. Nesta entrevista exclusiva para o Portal Pulsar Brasil, ela detalha como a integração entre especialidades, a escolha criteriosa das técnicas e o acompanhamento completo influenciam diretamente na segurança e no resultado dos procedimentos.

Com mais de 20 anos de carreira, o que mais mudou na cirurgia plástica, especialmente na abordagem do rejuvenescimento facial ao longo desse tempo?

A cirurgia facial evoluiu de forma muito significativa. Antigamente, o foco era apenas tracionar a pele, o que resultava em um aspecto artificial, facilmente identificável como “rosto operado”. Hoje, trabalhamos em planos mais profundos, reposicionando as estruturas internas e retirando apenas o excesso de pele, sem tensão. Isso permite cicatrizes mais discretas, posicionadas em linhas naturais, e resultados muito mais harmônicos e naturais.

A Clínica Possibilitá tem um conceito multidisciplinar muito forte. Como essa integração entre especialidades impacta diretamente nos resultados e na segurança do paciente?

Na Clínica Possibilitá, buscamos um cuidado integral do paciente. Contamos com uma equipe multidisciplinar que atua desde o pré até o pós-operatório, garantindo melhores resultados e mais segurança.
Temos endocrinologista para auxiliar em questões hormonais, metabólicas e no emagrecimento saudável quando necessário. A nutricionista atua no preparo pré-operatório e na recuperação, garantindo aporte adequado para uma boa cicatrização, além de orientar sobre alimentos que influenciam no edema e no processo inflamatório.
Todos os pacientes passam também por avaliação com angiologista, que analisa o risco de trombose e define as medidas preventivas necessárias, como uso de meias, dispositivos intraoperatórios e, quando indicado, medicação anticoagulante.

Além disso, contamos com fisioterapia especializada, que orienta o paciente antes da cirurgia e acompanha todo o pós-operatório com drenagem linfática, uso de taping e reabilitação, contribuindo diretamente para a recuperação.
Essa integração proporciona um tratamento mais completo, seguro e com resultados significativamente superiores.

Seu foco atual é o rejuvenescimento facial. O que fez você direcionar sua carreira para essa área específica da cirurgia plástica?

O rejuvenescimento facial sempre foi uma área que me encantou. É uma cirurgia extremamente detalhista, que exige precisão e atualização constante, o que me motiva muito.
Dentro da clínica, também organizamos as áreas de atuação de acordo com a afinidade de cada cirurgiã. Enquanto minhas sócias têm maior foco em contorno corporal e mama, eu concentro minha atuação na face. Embora também realize outros procedimentos, meu foco principal é o rejuvenescimento facial, que é a área com a qual mais me identifico.

Você utiliza uma abordagem que associa facelift, lipoenxertia e nanofat. Como essa combinação potencializa os resultados em comparação às técnicas tradicionais?

O envelhecimento acontece em todas as camadas do rosto: pele, músculos e estruturas profundas. Por isso, o tratamento precisa ser completo.
O facelift reposiciona os tecidos que sofreram queda. A lipoenxertia repõe volumes perdidos ao longo do tempo, devolvendo contorno e sustentação em regiões como malar, sulcos e lábios. Já o nanofat atua na qualidade da pele, pois é rico em células regenerativas e fatores de crescimento, funcionando como um bioestimulador natural.
Além disso, associamos tecnologias como o laser no pós-operatório, que melhora a textura da pele e a qualidade das cicatrizes. Essa abordagem integrada trata não apenas a flacidez, mas também a perda de volume e a qualidade da pele, proporcionando um resultado muito mais completo e natural.

Muitas pessoas ainda têm receio de procedimentos faciais por medo de resultados artificiais. Como você trabalha para garantir naturalidade nos seus pacientes?

A naturalidade está diretamente ligada ao bom senso e à indicação correta de cada técnica. Hoje existem diversas opções, como preenchimentos e bioestimuladores, que são excelentes quando bem indicados.

O problema acontece quando se tenta compensar a flacidez com excesso de preenchimento, o que leva à artificialidade e à padronização dos rostos. Cada paciente tem características únicas, e o objetivo deve ser valorizar sua beleza individual, não transformá-lo.
Existe o momento certo para cada abordagem: tratamentos não cirúrgicos em fases iniciais e cirurgia quando há queda significativa dos tecidos. Saber identificar isso é fundamental para garantir resultados naturais.

A presença de duas cirurgiãs em sala é um diferencial importante da clínica. De que forma isso contribui para a segurança e excelência dos procedimentos?

Um dos grandes diferenciais da nossa equipe é a presença de duas cirurgiãs em sala, especialmente nos procedimentos de maior porte. Enquanto muitos profissionais operam apenas com o auxílio de um instrumentador, nós fazemos questão de ter duas médicas atuando juntas.
Esse cuidado aumenta significativamente a segurança do procedimento, inclusive seguindo orientações dos órgãos reguladores. Em uma eventual intercorrência, há sempre outra profissional plenamente capacitada para dar continuidade à cirurgia.
Além disso, existe um ganho importante em qualidade. São duas especialistas avaliando cada detalhe, quatro mãos experientes operando e tomando decisões em conjunto. Isso torna a cirurgia mais precisa, mais ágil e com um padrão técnico mais elevado. Até mesmo a sutura é realizada por outra cirurgiã, garantindo o mesmo nível de excelência em todas as etapas.
Esse acompanhamento também se estende ao pós-operatório. As pacientes são assistidas em conjunto, o que garante continuidade no cuidado e a segurança de sempre serem avaliadas por uma médica da equipe.

Você mencionou o cuidado completo com o paciente, desde o preparo nutricional até tecnologias como laser no pós-operatório. Como esse acompanhamento influencia na recuperação e nos resultados finais?

O resultado da cirurgia não depende apenas do ato cirúrgico, mas de todo o cuidado ao redor dela.
O suporte nutricional adequado melhora a cicatrização, reduz complicações e acelera a recuperação. A fisioterapia contribui para diminuir edema, equimoses e melhorar o conforto do paciente. Já o laser atua em duas frentes: promove a renovação da pele, estimulando colágeno e melhorando sua qualidade, e também é utilizado no tratamento das cicatrizes, deixando-as mais finas, discretas e com melhor aspecto estético.

Esse acompanhamento completo faz toda a diferença na evolução do paciente e na qualidade do resultado final.

Para quem está começando a considerar um rejuvenescimento facial, qual é o principal conselho que você daria antes de tomar essa decisão?

O principal conselho é escolher um profissional qualificado. Verifique se é um médico especialista, com formação reconhecida e experiência na área.
Pesquise além das redes sociais, avalie a formação, busque referências e, se possível, passe por mais de uma consulta até se sentir seguro.
Desconfie de valores muito baixos e lembre-se de que segurança deve ser sempre a prioridade. Um procedimento mal indicado ou realizado por um profissional não habilitado pode trazer consequências permanentes, especialmente quando falamos de face.

Nesta entrevista exclusiva para o Portal Pulsar Brasil, o conteúdo foi conduzido com responsabilidade, respeitando os limites da informação em saúde e a importância de decisões bem orientadas.
A leitura técnica da Dra. Andréa Strauch mostra que o rejuvenescimento facial hoje passa menos por excesso e mais por precisão. Não se trata de alterar traços, mas de reposicionar estruturas com critério e indicação adequada.

Foto: Adson Philipe

 

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