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Dra. Maria Elisa: A Odontologia Como Ferramenta De Autoestima E Naturalidade Na Harmonização Facial

A harmonização facial vem evoluindo rapidamente nos últimos anos, acompanhando uma mudança importante no olhar da estética: menos exageros e mais naturalidade. Nesse cenário, profissionais que aliam conhecimento técnico, sensibilidade estética e responsabilidade clínica têm se destacado por entregar resultados equilibrados e seguros aos pacientes.

Formada em odontologia desde 2018, a Dra. Maria Elisa construiu sua trajetória profissional guiada por um propósito muito claro: cuidar da autoestima das pessoas. A motivação nasceu ainda na infância, após vivências pessoais que despertaram nela o desejo de ajudar outras pessoas a se sentirem mais confiantes com sua própria imagem.

Ao longo da graduação, sua afinidade com a anatomia e a cirurgia oral abriu caminho para um aprofundamento técnico que, posteriormente, a levou à especialização em harmonização facial. Hoje, além da atuação clínica, ela também compartilha conhecimento como professora em mentorias e cursos de pós-graduação, formando profissionais com uma visão que vai além da técnica.

Nesta entrevista, a Dra. Maria Elisa fala sobre sua trajetória, a evolução da harmonização facial, a importância de uma abordagem integrativa no tratamento do envelhecimento e o papel da ética e da sensibilidade no cuidado com a autoestima dos pacientes.

Você iniciou sua trajetória na odontologia com foco em ortodontia e autoestima. Em que momento a harmonização facial entrou no seu caminho e transformou sua atuação profissional?

Entrei na faculdade com esse objetivo, pois, quando criança, sofri muito bullying por conta dos dentes. Quando pensei em seguir na área, quis ajudar a melhorar a autoestima de outras pessoas. Porém, durante a graduação, não me identifiquei com a especialidade de ortodontia e optei por seguir na área de cirurgia oral.

Nessa época, estudei muito sobre anatomia e acabei fazendo os primeiros cursos de harmonização orofacial (HOF), retornando ao objetivo inicial do curso, que era justamente cuidar da autoestima das pessoas.

Sendo pós-graduada em harmonização facial, qual você acredita que seja o maior diferencial de um profissional realmente preparado nessa área hoje?

O maior diferencial é ter muito conhecimento anatômico e técnico para evitar intercorrências, além de um olhar atento e sensível para o paciente, buscando sempre entregar o melhor resultado possível para ele.

Muito além de preenchimentos, você também foca em tratamentos e estímulo de colágeno. Por que essa abordagem mais integrativa é tão importante para resultados naturais e duradouros?

O envelhecimento não acontece apenas pela perda de volume. Ele envolve também flacidez, alterações na qualidade da pele e diminuição do colágeno.

O ácido hialurônico é excelente para reposicionar tecidos e devolver volume em pontos estratégicos. Porém, quando tratamos apenas o volume, não estamos cuidando da estrutura da pele como um todo.

Ao associar bioestimuladores de colágeno, conseguimos melhorar a qualidade da derme, aumentar a firmeza e sustentar melhor os tecidos. Isso permite resultados mais naturais, equilibrados e duradouros, sem excesso e sem artificialidade.

A abordagem integrativa trata a causa do envelhecimento, e não apenas o efeito.

A harmonização facial ainda gera muitas opiniões divergentes. Como você enxerga a evolução da técnica e o que mudou nos últimos anos em relação à naturalidade?

No início, a harmonização tinha foco em grandes transformações e no uso de muito volume. Hoje entendemos que a elegância está no equilíbrio.

A técnica evoluiu muito, mas o meu olhar como profissional também amadureceu. Atualmente, falamos mais sobre reestruturação facial, qualidade de pele e envelhecimento saudável.

A naturalidade deixou de ser apenas uma tendência e se tornou um princípio fundamental na condução dos meus tratamentos. Hoje entendemos que harmonizar não é transformar, e sim preservar a identidade, respeitar proporções e tratar o envelhecimento de forma estratégica.

Como dentista formada desde 2018 e hoje professora de mentoria e pós-graduação, o que você mais busca transmitir aos seus alunos além da técnica?

Sempre reforço aos meus alunos que a técnica é apenas o ponto de partida. Ela é um dever: precisa ser estudada, treinada e respeitada.

Mas nós não trabalhamos apenas com procedimentos. Trabalhamos com pessoas, expectativas, autoestima e sonhos.

Mais do que formar profissionais habilidosos, busco formar profissionais conscientes, éticos e sensíveis, que entendam a responsabilidade que existe por trás de cada paciente.

Porque dominar a técnica é uma obrigação. Transformar vidas com responsabilidade e propósito é o que realmente nos diferencia.

Você nasceu no interior de São Paulo e se mudou para estudar. Como essa vivência moldou sua visão de carreira e seu propósito dentro da estética facial?

Essa experiência me fez sair da zona de conforto e me ensinou maturidade, disciplina e, principalmente, a ter clareza de onde eu queria chegar.

Vir do interior também me trouxe valores importantes, como proximidade com as pessoas, olhar humano e senso de responsabilidade. Isso impacta diretamente na forma como enxergo a estética facial hoje.

Para mim, não se trata apenas de realizar procedimentos, mas de oferecer cuidado, escuta e construir confiança.

Essa vivência me fez entender que propósito não é apenas crescer profissionalmente, mas gerar impacto real na vida das pessoas, seja através dos meus pacientes ou dos meus alunos.

Em consultório, qual é o primeiro ponto que você avalia em um paciente antes de indicar qualquer procedimento?

Antes de qualquer indicação de procedimento, o primeiro ponto que avalio é a queixa e a expectativa do paciente. Preciso entender não apenas o que ele quer mudar, mas o que aquela mudança representa para ele.

A partir disso, realizo uma análise facial completa: proporções, estrutura óssea, qualidade da pele, dinâmica muscular e processo de envelhecimento.

Mas nada disso vem antes da escuta. Muitas vezes, o paciente pede um procedimento específico, mas o que ele realmente precisa é de outra abordagem, mais estratégica e natural.

O planejamento começa pela conversa. A técnica vem depois. Porque harmonizar é construir um resultado personalizado, seguro e coerente com a identidade de cada pessoa.

Para quem tem receio de realizar harmonização facial por medo de exageros, qual mensagem você deixa sobre segurança, individualidade e autoestima?

Gosto sempre de dizer que cada rosto tem sua história, sua anatomia e sua beleza própria. O objetivo não é criar um padrão, mas realçar características, devolver estrutura e melhorar a qualidade da pele de forma equilibrada.

Hoje trabalhamos com planejamento individualizado, respeito às proporções e foco absoluto na naturalidade.

A segurança vem em primeiro lugar, tanto na escolha dos produtos quanto na indicação correta e na quantidade utilizada.

Exagero não é técnica, é falta de critério.

A trajetória da Dra. Maria Elisa mostra como a estética facial vai muito além de procedimentos. Com uma atuação pautada em conhecimento técnico, olhar humano e responsabilidade, ela reforça que harmonizar é, acima de tudo, respeitar a identidade de cada paciente e valorizar sua beleza de forma natural.

Entre consultório e sala de aula, sua missão segue clara: cuidar da autoestima das pessoas e formar profissionais cada vez mais conscientes do impacto que a estética pode ter na vida de alguém. Em um cenário onde a naturalidade ganha cada vez mais espaço, sua visão reforça que a verdadeira harmonização está no equilíbrio entre ciência, sensibilidade e propósito.

Foto: @gabrielgessley
Beleza: @yuris_solledad  @jordanhairs_

 

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