A Física Quântica está revolucionando a forma como compreendemos o universo; da menor partícula à totalidade do espaço-tempo. Dentro desse contexto científico, emergiu uma linha de pensamento que conecta esses fundamentos à compreensão da mente humana: a Psicanálise Quântica. Essa vertente propõe que pensamentos, emoções e memórias podem ser influenciados por campos energéticos sutis, atuando não apenas no plano físico, mas também nos níveis vibracionais e informacionais mais profundos do ser humano.
Segundo um estudo da National Library of Medicine (NIH), já existem pesquisas apontando para os efeitos de ondas cerebrais em estados meditativos e terapêuticos como fatores potencialmente influenciados por campos quânticos. Embora ainda considerada uma abordagem emergente, a psicanálise quântica atrai cada vez mais a atenção de estudiosos e profissionais que desejam ampliar os limites da prática clínica.
Nesse parâmetro, Dr. Jorge Guedes, referência internacional em terapias regenerativas das células-tronco e pesquisador com formação multidisciplinar, salientando psicanálise, neurociência, filosofia e teologia vem se consolidando como uma das vozes mais atentas à intersecção entre ciência e consciência quântica. A seguir, ele compartilha sua trajetória, pensamentos e contribuições à evolução do cuidado humano em entrevista à Revista Pulsar:
Sua formação transita por Bel. teologia, Lic. filosofia, psicanálise, pós-graduação em neuropsicologia, psicologia forense por extensão, homeopatia naturalista e detentor de 5 Doutor Honoris Causa (DHC). Em que momento da sua trajetória percebeu que na sua atividade precisaria integrar psicanálise, ciência e espiritualidade?
A minha necessidade de integrar outras áreas nos tratamentos psicanalíticos, surgiu ao perceber que o ser humano não se limita ao cérebro como máquina e a racionalidade como senhor do ego.
Entendi que a formação do ser humano, vai além da água e do carbono. Por trás do consciente existe um inconsciente extenso e abarrotado de emoções reprimidas, traumas mal interpretados, medos impeditivos, inseguranças, ansiedades e todos estes componentes geram sintomas, muitas vezes considerados como doenças crônicas.
Também entendi que a psicanálise tradicional focou-se na arqueologia da mente; ou seja: escavar o passado, interpretar sonhos e analisar traumas como se fossem sedimentos fixos numa rocha.
Até então, eu acreditava que o passado e presente do ser humano eram linhas paralelas imutáveis e o sofrimento psíquico fazia parte do que consideramos destino.
Ao longo de décadas de atuação profissional entre Brasil e Europa, atendendo milhares de pessoas, o que essa vivência internacional revelou sobre os limites dos modelos tradicionais no tratamento dos transtornos mentais?
Através da auto-observação e do comportamento dos indivíduos que acompanhei em tratamento, compreendi que o modelo freudiano vê a mente essencialmente como equipamento hidráulico, como uma máquina a vapor.
Pressão (libido), válvulas de escape (sublimação), recalque (tampas segurando a pressão) energia (neurose).
A mente não trabalha confinada no cérebro dentro do crânio e sujeita às leis lineares de causa e efeito.
Quando mencionamos que um indivíduo tem um trauma, a visão tradicional tende a enxergar a situação como uma cicatriz fixa no tecido da história pessoal do indivíduo.
Essa convivência internacional me proporcionou a compreensão que o evento histórico ocorre em qualquer cultura e que a realidade do trauma mantém-se ativo, devido ao indivíduo observar inconscientemente a si mesmo, através da lente desfocada da autopiedade, recriando a todo instante a dor interna, independentemente do tempo e espaço.
O objetivo central da psicanálise quântica é capacitar e conscientizar o indivíduo a alterar o seu papel em relação ao trauma e suas consequências, sem considerar o presente como fator resultante do seu passado.
O passado é somente uma das muitas referências de memória que o indivíduo tem a opção de ativar para alcançar a cura psíquica.

Você é o autor das obras: Perispírito e a influência nos transtornos mentais – Psicanálise Quântica. – Regeneração das células – tronco e a reativação neuromuscular, neuroesquelética e neuromotora. Como essas duas frentes se conectam dentro da sua prática clínica?
Cada célula do nosso corpo é um ser inteligente e trabalham integrados; a plasticidade e a capacidade de multiplicação é o que às torna regeneráveis.
A medicina ocidental passou séculos tratando o corpo humano como um relógio suíço avariado.
Se o fígado está inflamado, conserta-se o fígado, se o coração falha, troca-se a peça e a mente por sua vez, era tratada noutro departamento, como se fosse um software etéreo, rodando num computador biológico, sem grande capacidade de alterar o hardware.
Essa separação cartesiana entre res cogitans (mente) e res extensa (matéria) foi útil para categorizar doenças, mas um desastre para a compreensão da saúde integral.
A psicanálise quântica chega para implodir essa barreira conveniente.
Mente e corpo não estão apenas conectados, eles são a mesma substância em diferentes densidades.
No universo quântico tudo é energia vibrando, no ser humano não há um ponto onde a mente termina e o corpo começa e cada pensamento que o indivíduo emite ou absorve desencadeia uma cascata instantânea de neuroquímicos, que banha todas as suas células, facilitando a fusão das duas frentes.
De que forma a psicanálise quântica amplia a compreensão dos transtornos mentais em relação às abordagens psicanalíticas tradicionais?
É comum muitos indivíduos chegarem na terapia tradicional sentindo-se condenados por sua anomalia genética, por sua família disfuncional, sufocados por culpas e remorsos impostos por seus erros do passado (experiências) e somados ás crenças limitantes.
A psicanálise quântica introduz o conceito de consciência em expansão no coração da identidade do Indivíduo.
Ou seja:
Nada é fixo nos padrões e pode ser alterado a partir do momento que o próprio indivíduo entenda com a totalidade da sua consciência que tudo é mutável.
Vamos utilizar como exemplo um indivíduo que alimenta um padrão repetitivo de abandono em relacionamentos.
Pela ótica tradicional, buscaríamos a relação com os pais, o complexo de Édipo não resolvido, a repetição da infância; isso é válido e necessário.
Mas a psicanálise quântica vai além:
Ela pergunta:
Como a sua consciência está estruturada para atrair e materializar o abandono?
A psicanálise quântica sugere que o medo do abandono emite uma frequência, uma informação no campo quântico que entra em ressonância com parceiros que são propensos a abandonar.
Ou seja:
O indivíduo e o parceiro(a), estão num entrelaçamento quântico de neurose complementares.
Para romper o ciclo, não basta entender o passado intelectualmente, é preciso modificar a vibração da consciência no presente.
O mesmo se aplica à ansiedade, estresse, síndrome de pânico, depressão, autorrejeição, entre outros.
Dentro dessa abordagem, qual é o papel das frequências na formação das memórias emocionais e dos padrões inconscientes que impactam o comportamento?
Toda frequência desempenha função importante na arquitetura das memórias, ativação emocional e impulsos deterioradores do comportamento.
Devemos levar em conta a frequência do medo e da extinção prematura da existência, estas são as principais responsáveis pelo armazenamento de informações que saturam os padrões do inconsciente.
Quando pensamos em memórias, emoções e comportamentos a compreensão tradicional tende a limitá-los ao funcionamento cerebral, aos desequilíbrios químicos e aos padrões neurais que se desconectam ou se alteram.
Por essa perspectiva, a dinâmica que oferece suporte cognitivo é vista como um subproduto das conexões sinápticas e processos biológicos, enquanto as memórias, emoções e comportamentos são entendidas como falhas ou patologias aleatórias nessas redes físicas.
Entretanto, a abordagem da psicanálise quântica propõe uma mudança nesse modelo, lançando luz sobre a hipótese de que os processos mentais estão muito além do cérebro físico e sugere que formação de memórias, emoções e reflexos no comportamento são construídos em múltiplos níveis de consciência e acomodados num emaranhado complexo onde a física quântica e a espiritualidade se entrelaçam para revelar origens de transtornos que fogem da compreensão da ciência clássica.

Em casos de ansiedade, depressão ou síndrome do pânico recorrente, quais as vias que a psicanálise quântica oferece quando os tratamentos convencionais não apresentam respostas duradouras?
A visão biomédica tradicional tende a tratar sintomas isolados, focando em intervenções localizadas e muitas vezes temporárias.
Em contraste, a psicanálise quântica propõe um tratamento integral, que envolve todos os níveis do indivíduo:
Ou seja:
Corpo físico, mente, energia, consciência, intelecto, perispírito e espírito, por reconhecer que as transformações internas provocadas pela expansão da consciência têm o poder de reconfigurar com profundidade o estado do indivíduo.
Assim, a saúde mental deixa de ser compreendida como ausência de tratamento e passa a ser entendida como o florescimento do equilíbrio energético entre as diversas dimensões que compõem o ser humano.
Imagine um indivíduo que sofre de ansiedade generalizada, depressão ou transtornos mais complexos e que passou por inúmeras sessões de terapia, recebeu prescrição medicamentosa, mas continua sentindo que algo escapa no tratamento formal.
Sentirá a sensação de vazio persistente, a impressão palpável de que o sofrimento não é completamente acessado e tratado pela análise tradicional e exigirá um despertar para acessar dimensões sutis onde a psicanálise quântica atua.
Através dessa narrativa que ocorre exclusivamente dentro da mente do indivíduo, surge o diálogo interdimensional entre terapeuta e cliente.
Na psicanálise quântica, o terapeuta não é um interpretador de sintomas, mas um facilitador que navega com o cliente por oceanos da mente expandida, das vibrações e dos níveis profundos de consciência, geralmente bloqueados.
A psicanálise quântica utiliza técnicas que envolvem a sensopercepção onde o indivíduo reconhece os traumas e entende que a cura duradoura consiste em compreender a constante e necessária mutação silenciosa.
A integração entre ciência e espiritualidade ainda gera debates. Como você sustenta esse diálogo no campo clínico e acadêmico sem abrir mão do rigor científico e da responsabilidade ética?
Levando em conta que o Conselho Federal de Medicina (CFM) e mais 8 comissões integram e expandem a comissão de ciência e espiritualidade para estudar os efeitos na prática clínica, baseando-se em evidências cientificas focadas no bem-estar do indivíduo e sem vínculos a religiões, sinto-me eticamente integrado.
A ética na psicanálise quântica não fica para trás no critério conduta profissional, não é considerada um código burocrático, ela é uma ética ontológica, uma postura sagrada diante do poder da criação divina; o ser humano integral.
Na psicanálise clínica, o analista pode se esconder atrás da máscara da neutralidade benevolente, ele ouve, interpreta, mas permanece separado do processo do indivíduo.
Na visão da psicanálise quântica, sabemos que isso é impossível.
Quando um terapeuta quântico entra em sessão, a qualidade da sua consciência, suas crenças ocultas, seus medos e suas expectativas estão entrelaçadas com o campo quântico do cliente.
Se o terapeuta, lá no fundo do seu inconsciente, não acredita na cura do cliente, ou o julga como um caso difícil, ele está emitindo um sinal de colapso da realidade negativa; ele se torna cúmplice na manutenção da enfermidade ou dos transtornos.
Assim, a primeira responsabilidade ética do psicanalista quântico é um trabalho brutal e contínuo sobre a própria consciência; ou seja:
O terapeuta quântico precisa manter limpo o seu próprio campo e não levar lixo do seu dia a dia ou os seus preconceitos.
A psicanálise quântica entende que o terapeuta deve ser profissional e evitar a poluição vibracional e enxergar o cliente como um potencial inteiro e em alta definição.
Atualmente envolvido em projetos alinhados à Agenda 2030 da ONU, quais são os próximos passos do seu desempenho e como você vê o futuro da psicanálise quântica dentro de uma perspectiva integrativa?
Integrar o projeto documentário Biografia, como protagonista, realizado pelo Grupo Calone, Signatário do pacto global da ONU – Projeto 2030 das ODS com lançamento em Janeiro de 2026 e apresentado 193 países, através das principais plataformas de streamings reforça a minha convicção da imprescindível jornada humana em direção à autorreformulação e ampliar horizontes envolvendo com profundidade a compreensão e ética de que todos somos por característica humanos e deveríamos agir com dignidade, sensibilidade e oferecer voluntariamente suporte de vida aos irmãos necessitados; independente da cultura.
Neste contexto, estou incluído na saúde e bem-estar e meu principal objetivo é esclarecer os danos da depressão e ansiedade plantadas na infância regada na adolescência e colhida na fase adulta.
Na sequência dos projetos estão incluídos:
– Violência doméstica;
– Relacionamentos tóxicos;
– Igualdade de gênero.
Fazer parte de um projeto desta magnitude é oportunidade única e contribuir com responsabilidade e ética sustentável.
Ao unir ciência, consciência e espiritualidade em um mesmo campo de atuação, Dr. Jorge Guedes não apenas amplia os horizontes da psicanálise como também desafia os limites da saúde convencional. Sua escuta é silenciosa, mas sua presença clínica é contundente. Em um mundo que pede pressa, ele oferece pausa. Em tempos de ruído, ele ensina a escutar. E em meio a diagnósticos apressados, sua proposta é clara: olhar para o ser humano como um sistema vivo, vibrante e capaz de se regenerar.

Foto: Ronys Oliveira