Passar algum tempo em áreas verdes pode estar associado a mudanças positivas em indicadores relacionados ao estresse. Pesquisadores de diferentes países vêm estudando os efeitos do contato com ambientes naturais sobre respostas físicas e psicológicas.
Uma revisão sistemática publicada em 2020 analisou 12 estudos que investigaram a relação entre exposição à natureza e estresse. Em todos os sete estudos que avaliaram marcadores fisiológicos, os pesquisadores encontraram uma relação inversa entre exposição à natureza e diferentes indicadores de estresse. Cinco dos seis estudos que avaliaram a percepção subjetiva de estresse também encontraram resultados favoráveis. (PubMed)
Uma revisão mais recente, publicada em 2024, analisou oito estudos sobre intervenções baseadas no contato com a natureza. Os autores encontraram evidências de redução do estresse em parte das pesquisas, embora tenham destacado que os resultados para ansiedade e depressão foram menos consistentes. Por isso, os pesquisadores consideram que as evidências ainda são insuficientes para tratar intervenções na natureza como tratamento principal para problemas de saúde mental. (PubMed)
Entre as possíveis explicações estão mudanças na atividade do sistema nervoso, redução da exposição a estímulos urbanos e oportunidades de descanso psicológico. Caminhadas em parques, contato com áreas arborizadas e outras formas de exposição a ambientes naturais são algumas das situações investigadas pelos estudos.
A relação, entretanto, não deve ser interpretada como uma solução isolada para estresse, ansiedade ou depressão. Pessoas com sintomas persistentes precisam de avaliação profissional e, quando necessário, tratamento adequado.
Os resultados disponíveis indicam que incorporar momentos de contato com ambientes naturais pode ser uma estratégia complementar de bem-estar, especialmente dentro de uma rotina que também inclua sono adequado, atividade física, alimentação equilibrada e acompanhamento de saúde quando necessário.